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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Desabafos ou algo do tipo

Já diziam os sábios: "O silêncio vale mais que mil palavras".
Tenho aprendido muitas coisas na vida, dentre elas, o poder do silêncio.
Foi-se o tempo em que eu me preocupava em ter uma resposta para tudo, hoje sinceramente, pensem o que quiser. Tem gente mundo afora que perde seu tempo ofendendo aos outros de forma gratuita - o que é uma pena.
Longe de mim desejar mal a quem quer que seja, não perco meu tempo fazendo declarações para acertar o perfil de alguém com quem não tive o trabalho de conversar e conhecer direito.
O mal desse pessoal é achar que conhece profundamente o outro, seja por intermédio das redes sociais, por ver de longe ou, ainda mais, pelo famoso ditado "Diga com quem tu andas que direis quem tu és".
Visão medíocre, ingrata.
Somos mais, cada um de nós carrega muito daquilo que não é visível para quem não merece. Carregamos num lugar escondido aquilo de melhor e somente aos melhores é apresentado.
Precisamos ser sinceros com nossos sentimentos, sejamos então, francos o bastante para dizer o que pensamos, o que queremos, assumirmos nossos erros, vontades...
Mas atenção: cada um de nós apresenta suas verdades a quem quer. No meu caso, a quem merece.
Dia desses numa conversa, confessei a uma amiga que ainda não estava preparada para voltar às redes sociais, ando num momento que penso muito em mim e acredito não ser egoísmo, e sim, amor próprio. Já dizia John Lennon "A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor". Sendo assim, longe de mim perder meu tempo dedilhando no teclado o que eu penso sobre alguém que eu não admire, aliás, quem não admiro, me distancio - vivo longe.
Adjetivos não me caem. Já ouvi que sou uma garota chata, para outros "a metida" a outros, uma "puxa saco, plagiadora (com coisas piores)". O que me importa é meu pensar. Acredito não precisar provar nada a ninguém, só eu sei o que carrego dentro de mim, o que penso verdadeiramente, sei meus gostos, minhas manias, defeitos.
Dou risada cada vez que leio ou ouço isso, e quer saber: Piso em cima. Quando assumimos ser viscerais em nossas relações, nos permitimos, inclusive, às críticas dos outros, mesmo quando não são construtivas, mesmo quando o intuito é te derrubar, deixar para baixo. É dever nosso saber peneirar o que deve ser assimilado.
Não conhecemos ninguém e seria idiotice julgar o José porque ele não gosta de determinado filme, a Maria por preferir falar sobre música, do que de sexo, e o João por andar com "aquela turminha". O que está em nós é muito maior que nossos desejos, companhias, vontades. Somos visivelmente mais do que aparentamos ser, agora, se as pessoas que nos veem não enxergam, dever delas (re)fazerem seus conceitos.
Somos todos iguais, viramos pó, o que nos faz diferente é o que carregamos dentro de nós, o que é escolha nossa apresentar apenas a quem merece.
A essas pessoas deixo meu real desejo que seus peitos sejam invadidos pelo silêncio, "sentimento" ideal quando não podemos oferecer ao outro o nosso melhor, nosso amor, nossa admiração.

Eles são tão iguais. Meu medo é ser igual também ♪

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sem pressa

"Viver do momento".
Aposto que vocês leitores, desse humilde blog, já ouviram, usaram ou leram essa frase por aí.

Tenho observado que estamos vivendo no amanhã, todo mundo tem pressa. Foi-se o tempo que esperávamos pacientemente o comercial na tevê acabar, tranquilamente uma ligação, calmamente uma resposta. A pressa nos faz correr, viver de uma maneira louca, intensa, fulminante, devemos aproveitar a vida a cada segundo, senão "oportunidades irão sumir em meio aos nossos dedos". 

É comum esse papo de chance perdida, imediatismo barato.
Admito, já fui assim. Já quis terminar algo que sabia que demoraria anos, já exigi amor em uma semana, já tentei exterminar sentimentos antigos em uma noite, no entanto, compreendi, descompliquei pensamentos, ignorei ideias e dei créditos a praticidade. Eu entendi que somente quando a ação do tempo não está sobre o nosso comando é que começamos a entendê-lo e aceita-lo.

O prazer de se sentir inteira num mundo aparentemente de metades é algo muito gratificante, e ser inteira requer empenho, estudo, calma, abdicação. Pede calma muitas vezes. Não que eu goste da tranquilidade desenfreada, mas sim, da aceitação das coisas de uma forma simples e normal. Sem rodeios.
O "eu te amo" dito no momento certo é muito mais verdadeiro que aquele dito forçado. A sms mandada espontaneamente significa "ei, me lembrei de você". 

Quando vivemos no amanhã fica difícil perceber os pequenos detalhes, esquecemo-nos de coisas importantes e principalmente deixamos coisas verdadeiras passarem despercebidas.
Penso que quem vive no amanhã, não pode fazê-lo, o que é uma pena.

Que possamos então admirar o ontem, gerando apenas o respeito pelo momento certo.
Algumas coisas tem me revirado de cabeça para baixo ultimamente, acabam me virando ao sentido antigo de revidar, acelerar, mas logo a calma toma conta e no momento certo tudo se encaixa novamente. Volto ao eixo.
Calma é a palavra da hora. Descomplicar o momento.
O presente é o melhor momento para se praticar o verbo viver.

Sem Pressa by 2ois on Grooveshark