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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ao acaso

Começo a lhe escrever sem saber por onde, 
Sem saber o que,
Sem saber por que,
Sem saber tu tomas minha fala,
Sem saber tomas minha escrita,
Sem saber toma meus pensamentos,
Sem saber escrever, lhe escrevo.
Sem saber se a ti interessa minhas palavras,
Sem saber se ao menos lerá,
Sem saber se um dia retornarás.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Amizades de micro-ondas

Devido aos últimos acontecimentos, tenho refletido sobre o egoísmo, inclusive o meu.
Sinto que antigamente as pessoas eram mais próximas. As casas tinham salas maiores, mesas enormes. Era comum, nos sentarmos em casa apenas para tomar um café e conversar. Parece que o foco era reunir pessoas. Havia uma maior preocupação em conhecer e gastar tempo para conhecer o próximo.

Diferente de hoje em dia, que dizemos que temos vários amigos, mas na verdade temos 2 ou 3, onde não nos preocupamos em investir nosso tempo pra sentar e conversar com alguém,pelo simples fato de querer participar da vida dela.

As pessoas fazem tudo mais rápido, é bem mais fácil uma amizade de micro-ondas, onde você aperta um botão e aciona essa pessoa quando precisa.  Diz lá no facebook que você tem mais de mil amigos, a maioria ali não conhece nada da sua vida, mas num final de semana à noite, quando seus verdadeiros amigos não estiverem ali, tu podes ir até lá e usar qualquer um deles.

O que eu entendo é que as pessoas não tem tempo e não querem perder tempo com amizades, mas não porque elas não gostem, mas porque elas sofreram traumas. Viveram experiências negativas e eu tenho certeza que assim como eu, você já se decepcionou com alguém onde a expectativa lançada, foi frustrada. Então, a gente tem medo de se relacionar e até nos fechamos, dizemos que relacionamentos não valem a pena, que amizades verdadeiras não existem e, chegamos até a pensar que viver em comunidade é uma coisa impossível.

Hoje optamos sermos superficiais, porque não vemos nada funcionando quando se vive compartilhando coisas. Acredito que o nosso problema seja o foco, porque muitas vezes nos relacionamos apenas com quem sabemos que irá nos dar algo em troca. Analisamos o que essa pessoa tem a oferecer, o que podemos ganhar com isso e já pensamos em como ela pode nos decepcionar, sendo que o foco deveria ser: “O que eu posso fazer por ela?”, “O que eu posso oferecer que vai fazer alguma diferença em sua vida?”, “O que eu posso ensinar?”.

Acredito que da mesma forma que você foi traído, decepcionado, magoado, como eu, você também fez essas coisas. Você também deve ter traído e magoado outras pessoas. Nós somos assim, somos totalmente falhos, agimos por orgulho e por inúmeras vezes somos egoístas. Porém, mesmo você tendo feito isso e errado, tenho certeza que vale a pena perder tempo com você. Vale a pena sentar do seu lado e passar mais que uma hora ouvindo aquilo que tu tem a dizer, saber qual a sua opinião sobre as coisas.

A mensagem que eu quero deixar pra você que ta lendo esse texto, é: Não se atreva a achar que é possível viver sozinho, não é possível! Não faz bem! Não é saudável! Da mesma forma que a comida de micro-ondas é sem sabor e nada saudável, assim também, é a amizade de micro-ondas, aquela que você não vive de forma profunda.

Assim como quando você gasta tempo preparando uma comida, picando, cozinhando, cuidando para não queimar, ela te desgasta, é cansativo, mas é algo muito mais saudável, mais gostoso. Uma amizade verdadeira também é assim, você investe seu tempo, é algo muito mais real e por mais que tenha suas dificuldades, vale muito mais a pena.

Então o que eu digo pra você é isso: Pessoas valem a pena. VOCÊ vale a pena. Tenha relacionamentos de verdade. Gaste tempo, dinheiro, sorrisos, se envolva, conte sua história e chega de amizades de micro-ondas.


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Desabafos ou algo do tipo

Já diziam os sábios: "O silêncio vale mais que mil palavras".
Tenho aprendido muitas coisas na vida, dentre elas, o poder do silêncio.
Foi-se o tempo em que eu me preocupava em ter uma resposta para tudo, hoje sinceramente, pensem o que quiser. Tem gente mundo afora que perde seu tempo ofendendo aos outros de forma gratuita - o que é uma pena.
Longe de mim desejar mal a quem quer que seja, não perco meu tempo fazendo declarações para acertar o perfil de alguém com quem não tive o trabalho de conversar e conhecer direito.
O mal desse pessoal é achar que conhece profundamente o outro, seja por intermédio das redes sociais, por ver de longe ou, ainda mais, pelo famoso ditado "Diga com quem tu andas que direis quem tu és".
Visão medíocre, ingrata.
Somos mais, cada um de nós carrega muito daquilo que não é visível para quem não merece. Carregamos num lugar escondido aquilo de melhor e somente aos melhores é apresentado.
Precisamos ser sinceros com nossos sentimentos, sejamos então, francos o bastante para dizer o que pensamos, o que queremos, assumirmos nossos erros, vontades...
Mas atenção: cada um de nós apresenta suas verdades a quem quer. No meu caso, a quem merece.
Dia desses numa conversa, confessei a uma amiga que ainda não estava preparada para voltar às redes sociais, ando num momento que penso muito em mim e acredito não ser egoísmo, e sim, amor próprio. Já dizia John Lennon "A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor". Sendo assim, longe de mim perder meu tempo dedilhando no teclado o que eu penso sobre alguém que eu não admire, aliás, quem não admiro, me distancio - vivo longe.
Adjetivos não me caem. Já ouvi que sou uma garota chata, para outros "a metida" a outros, uma "puxa saco, plagiadora (com coisas piores)". O que me importa é meu pensar. Acredito não precisar provar nada a ninguém, só eu sei o que carrego dentro de mim, o que penso verdadeiramente, sei meus gostos, minhas manias, defeitos.
Dou risada cada vez que leio ou ouço isso, e quer saber: Piso em cima. Quando assumimos ser viscerais em nossas relações, nos permitimos, inclusive, às críticas dos outros, mesmo quando não são construtivas, mesmo quando o intuito é te derrubar, deixar para baixo. É dever nosso saber peneirar o que deve ser assimilado.
Não conhecemos ninguém e seria idiotice julgar o José porque ele não gosta de determinado filme, a Maria por preferir falar sobre música, do que de sexo, e o João por andar com "aquela turminha". O que está em nós é muito maior que nossos desejos, companhias, vontades. Somos visivelmente mais do que aparentamos ser, agora, se as pessoas que nos veem não enxergam, dever delas (re)fazerem seus conceitos.
Somos todos iguais, viramos pó, o que nos faz diferente é o que carregamos dentro de nós, o que é escolha nossa apresentar apenas a quem merece.
A essas pessoas deixo meu real desejo que seus peitos sejam invadidos pelo silêncio, "sentimento" ideal quando não podemos oferecer ao outro o nosso melhor, nosso amor, nossa admiração.

Eles são tão iguais. Meu medo é ser igual também ♪